segunda-feira, 6 de outubro de 2014

45 anos de Jason Becker: o guitarrista que, mesmo debilitado, ainda faz música!


A história de Jason Becker no mundo da música não está acabada. Mas desde seus 20 anos de idade passou a funcionar de forma diferente. 

O guitarrista que perdeu os movimentos de grande parte de seu corpo continua a contribuir com o mundo da música mesmo com todas as fatalidades. Aos 45 anos de idade, que se completam hoje, é possível dizer que Jason Becker é um herói. 

Início 

Nascido na cidade de Richmond, Califórnia, nos Estados Unidos, em 22 de julho de 1969, Jason Eli Becker começou a aprender guitarra com apenas três anos de idade. Os estudos começaram cedo por influência de seu pai, Gary Becker, que tocava violão erudito. 

O rock veio na adolescência. Influenciado por guitarristas como Eric ClaptonJeff BeckUli Jon Roth e principalmente Eddie Van Halen, Jason Becker passou a misturar os estudos de música clássica com o rock. 

Na década de 1980, antes mesmo de se formar no colegial, Jason executou "Black Star", clássico instrumental do guitarrista Yngwie Malmsteen. Começava a se destacar, ali, um talento. 

Músico profissional 

Seu primeiro trabalho como músico profissional foi o Cacophony, uma dupla de guitarristas composta por ele próprio e Marty Friedman, que posteriormente viria a integrar o Megadeth

A proposta era evidenciar ambos, mesmo com uma banda de apoio. Ou seja, guitarras tocadas em alta velocidade e exuberantes demonstrações de técnica permeiam os dois discos do grupo, "Speed Metal Symphony" (1987) e "Go Off!" (1988). 

Durante este período, Becker também trabalhou em material para um disco solo. "Perpetual Burn" foi lançado em 1988 e destacou, em definitivo, o prodígio guitarrista (à época com 18 anos) para o mundo do heavy metal.

Problemas 

Em 1990, Jason foi convidado para entrar para a banda de David Lee Roth, que na época conduzia uma carreira solo fora do Van Halen. Foi o seu primeiro trabalho em uma grande gravadora, substituindo o virtuosoSteve Vai, responsável pelas guitarras do último trabalho de Roth, "Skyscraper". 

No entanto, durante as gravações do álbum de David Lee Roth, que viria a ser intitulado "A Little Ain´t Enough", Jason passou a sentir fortes dores em uma de suas pernas. Rapidamente foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica, uma doença degenerativa e incurável.

As gravações do disco foram concluídas, mas Becker não se apresentou ao vivo na turnê subsequente. Ao longo dos anos, o músico perdeu os movimentos do corpo, bem como a fala. 

Condições atuais 

Atualmente, Jason respira através de aparelhos. Seu cérebro não foi atingido, nem audição ou visão. Sua comunicação é feita por um sistema que é conduzido através de seu olhar, que escolhe as letras e forma palavras para que, enfim, se comunique. Segundo o próprio músico, "é mais rápido do que qualquer computador"

Através deste sistema, Jason Becker conseguiu trabalhar em dois álbuns com material inédito, composto por ele e reproduzido por outros músicos: "Perspective" (1996) e "Collection" (2008), sendo que este também apresenta uma coletânea com algumas de suas músicas prediletas. 

Mesmo com todos os problemas, Jason Becker continua ativo no mundo da música. Uma clara demonstração de que não há barreiras que impeçam a manifestação de uma paixão como a arte. 

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

5 Jeitos diferentes de lanças sua música nova

album-release[Este post foi escrito pelo colaborador Dave Kusek, do New Artist Model.]
No passado, só havia um jeito de lançar no CD. Você gasta meses – ou até anos – escrevendo e gravando um álbum, e constrói toda uma expectativa até o dia do lançamento, com o anúncio de uma turnê e cobertura de muita imprensa. Você lança o CD, faz turnê para promove-lo e depois volta para o estúdio e recomeça esse processo. Você termina com um gráfico de crescimento que parece um monte de picos, como espinhos, seguido de quedas de renda e de reconhecimento.
Mesmo na era digital, esse processo de preto no branco ainda é a norma, mas há mais e mais músicos fugindo desse modelo e experimentando novas estratégias. Você não precisa da equipe de marketing de uma grande gravadora por trás do seu trabalho para fazer um lançamento criativo de álbum por você mesmo.
Vamos dar uma olhada em estratégias diferentes e como você pode colocar elas em prática agora.
1. Lançamento Eterno
Esta estratégia realmente destrói a noção de lançamento de disco, porque, basicamente, não existe álbum. Em vez disso, você encurta o ciclo do álbum para uma música apenas e lança uma vez por mês, uma vez a cada dois meses ou na frequência que conseguir, sem comprometer a qualidade do som. Use o tempo entre cada lançamento para executar mini planos de marketing para cada canção, construindo reconhecimento e ganhando fãs.
O mais bacana dessa estratégia é que ela é maleável, então agarre-se na ideia e vá com ela. É claro que você pode escolher lançar canções originais assim. Você também pode usar esse conceito para lançar covers entre cada lançamento, mantendo assim um grau de reconhecimento e evitando a queda vertiginosa em vendas e em atenção. Karmin e Pomplamoose são duas bandas que dominaram bem essa tática de covers. Inscreva-se paraum seminário virtual com Jack Conte, do Pomplamoose, para mais dicas e estratégias!
Essa estratégia é muito boa para bandas independentes e músicos que só estão começando a ganhar reconhecimento e amealhar novos fãs. Você não só estará soltando novo conteúdo constantemente, para manter seus fãs, ouvindo, assistindo e compartilhando — o ciclo curto entre um lançamento e outro vai te fazer aprender a cada um deles também. Você pode descobrir que seus fãs preferem as versões acústicas, ou que as pessoas perdem o interesse por faixas mais longas. Aprenda e adapte-se.
2. Vários Singles
Todos nós conhecemos a estratégia do single. Você lança uma canção antes do CD para deixar as pessoas animadas. Entretanto, cada vez mais músicos estão juntando o lançamento de um single ao de outro e estendendo essa tática.
Lance algumas faixas em intervalos regulares antes de seu álbum estar pronto para ser lançado. Isso pode ser uma por semana, uma a cada quinzena ou o ritmo que funcionar melhor para você e seus fãs. Isso ajuda o gráfico a sair de picos e baixas e dá um motivo para seus fãs ficarem sempre animados. Você pode levar isso além e fazer com que seus fãs compartilhem. Estabeleça uma meta – pode ser um número X de likes, retweets, ou compartilhamentos. Diga aos seus fãs que você lançará sua próxima música quando alcançar essa meta. É claro que esse tiro pode sair pela culatra, então escolha um número que consiga alcançar!
3. Lançamentos Secretos
O lançamento secreto virou uma lenda quando Beyoncé soltou de repente, em dezembro de 2013, um disco com seu próprio nome no iTunes sem antecipação criada com a imprensa ou mesmo tweets.
Se você está nos primeiros estágios da sua carreira e ainda não conseguiu juntar o número de fãs que Beyoncé tem, você pode não querer optar por um álbum lançado em segredo, porque corre o risco de ninguém descobrir sobre ele nunca. Você pode, entretanto, manter alguns elementos do seu álbum secretos. O Arcade Fire fez um show secreto sob o nome “The Reflektors” para promover o CDReflektor. A pegadinha continuava: pediram aos fãs que vestissem roupas formais ou fantasias. Assim, só os fãs mais dedicados do Arcade Fire foram ao show – aqueles que iriam entrar na internet imediatamente quando o show terminasse e compartilhariam com todos os amigos.
4. Exclusividade
Prévias exclusivas e lançamentos de álbuns ficaram muito populares nos últimos anos. Beyoncé deu ao iTunes um período exclusivo de vendas antes que o CD chegasse às lojas, Daft Punk lançou Random Access Memory só para “streaming” uma semana antes de ele estar à venda e Skrillex fez um preview de Recess álbum pelo aplicativo Alien Ride app.
Você não precisa ter um desenvolvedor de aplicativos ou um patrocínio gigante para fazer um preview. Você pode dar às pessoas no seu mailing um tostão de como será sua música ou álbum novo. É só criar uma página secreta é lá colocar um player de streaming player. Outras ferramentas, tipo Patreon, permitem que você lance conteúdos que só as pessoas que te apoiarem financeiramente vão poder ver, o que é um ótimo jeito de garantir exclusividade.
5. Preview
Essa estratégia parte do conceito de single, mas você pode ser realmente criativo aqui. Em vez de lançar um álbum inteiro no formato de singles, dê a seus fãs um adiantamento das letras, das artes da capinha, do instrumental ou mesmo só das ideias gerais do álbum. O Coldplay colocou seus fãs numa caçada a letras de músicas manuscritas, que eles tinham deixado em bibliotecas públicas ao redor do mundo, mas você não precisa ir tão longe.
Os Wild Feathers colocou seu CD para vender antes em seus shows, uma semana antes de colocar ele em mercado. Além disso, todos os álbuns vendidos vinham com dois CDs – um para eles e outro para darem a amigos. Ao vender seu CD antes, eles estão focando nos fãs mais fieis – aqueles que não conseguiriam esperar para ter o CD em mãos. Essas são as pessoas que também tendem a compartilhar mais a música deles. Dar um CD a mais a eles é dar poder de compartilhar a eles.
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Biografia: Dave Kusek é o fundador do New Artist Model (newartistmodel.com), um negócio de músicas digitais que é uma escolar para músicos independentes  produtores, empresários e compositores. Ele trabalhou com músicas a carreira toda, dando ferramentas, conhecimento e manhas necessárias para se dar bem no negócio da música. Ganhe cinco aulas de graça do New Artist Model ao se inscrever na série de vídeos de aula. Para ter ainda mais dicas, inscreva-se na entrevista com Jack Conte do Pomplamoose.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Sua música ao vivo deve ser igualzinha à do CD?

O Queen não conseguia reproduzir ao vivo a parte de “Bohemian Rhapsody” que tinha ares de opera, no meio da canção, mas eles sabiam mais do que bem que os fãs queriam ouvi-la.Então, em vez de tentar fazer uma imitação de segunda categoria, eles saíam do palco e deixavam a gravação de estúdio tocar (com iluminação dramática) tomar o palco. Quando eles reapareciam, quebrando tudo na Terceira parte da música, os solos de guitarra e os vocais potentes de Freddie Mercury pareciam ainda mais fortes.
Mas se sua banda por acaso NÃO é o Queen, e sua música não é icônica como “Bohemian Rhapsody” colocar parte de gravação de estúdio com performance ao vivo — o que me leva a pensar, o quão drasticamente seu som ao vivo pode diferir da versão do CD antes de você começar a deixar seus fãs cabreiros?
Parte do público está disposta a seguir o artista a qualquer lugar e amam a cara inventiva que reinterpretar uma música dá a ela. Já outras plateias vão querer a reprodução idêntica daquilo que ouviram no CD.
Pessoalmente, eu fico no meio dessas duas opiniões. Fiquei bem irritado num show da MIA em que ela apresentou um medley de todas suas canções, mas com as melhores partes (na minha opinião) removidas. Por outro lado, fiquei super tocado com os acústicos de John Vanderslice, ainda que minha parte predileta da sua arte seja a produção e o arranjo das músicas. Eu bufo toda vez que um artista não respeita pelo menos minimamente a harmonia melódica das gravações (eu estou falando com vocês, Adam Duritz e Ed Motta!), mas geralmente acho OK mudanças em instrumentação, tom ou cadência.
Então qual é? Há um limita que não deve ser cruzado na hora de “trazer para a vida” o seu disco? Se você sabe que não vai conseguir tocar igual na frente da plateia, você deve evistar gravar desse jeito no estúdio? Os Beatles certamente não se seguraram em seus álbuns— mas, de novo, eles uma hora pararam de tocar ao vivo! (Acho que este é um dos jeitos de resolver o problema).

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

5 dicas para músicos, vocalistas e engenheiros de áudio fazerem sessões online.

[Este post foi escrito pelo colaborador David Blacker, do AirGigs.com.]
Dos primeiros experimentos que Les Paul’s fez com Mary Ford, a álbuns icônicos como Exile on Main Street, dos Rolling Stones, ou clássicos modernos como Odelay, de Beck, grandes projetos de gravação geralmente acontecem em diferentes espaços, lugares e mãos. E, como a tecnologia de gravação e a conexão entre as pessoas ficou mais fácil, essa tendência está apenas aumentando. Fazer sessões de gravação online é um jeito emergente de músicos que sabem usar bem seu dinheiro gerar uma renda extra.
Com as sessões online, os clientes têm acesso ao talento, o engenheiro e o estúdio, tudo de uma vez só, e sua escolha não é restrita por localização. Então, por mais que nunca vá substituir a mágica que acontece quando músicos interagem ao vivo, isso abre novas possibilidades de produção aos artistas, e novas chances de lucros para quem toca os estúdios e para os engenheiros de som. Gerenciar um site como o AirGigs nos dá uma visão de águia de como melhorar essa nova forma de colaboração. Então nós montamos nossa lista com as dicas mais 5 top de como fazer sessões online de gravação, masterização e mixagem.
1) Comunicação
Comunicação talvez seja o fator mais crítico quando se está trabalhando com novos clientes online. Por sua lista de clientes em potencial ser global, esteja preparado para superar a barreira da língua de vez em quando. Comunicar ideias musicais e a direção a ser tomada pode ser complicado mesmo quando as duas partes falam a mesma língua, então antes de assumir um projeto, você deve dedicar algum tempo para realmente entender o que o artista quer. Apresentar um rough (versão inacabada e baseada em ideias, em um mp3) planos para o vocal, parte instrumental, mix, master etc, para a pré-aprovação do cliente, antes de ele marcar uma sessão, vai te economizar um monte de tempo e de trabalho mais para frente.
2) Combine os termos
Por estar trabalhando a distância e com pessoas que você nunca viu, combinar todos os termos de trabalho é essencial. Isso vai definir um caminho de trabalho a ser seguido, e evita conflitos ou mal entendidos futuros.Você precisa ser explícito em assuntos como: quantas revisões e gravações você fará; se você vai entregar o arquivo de som em formato mono, stereo ou numa sessão multi-faixas; qual é o tempo máximo de gravação que você se dispõe a trabalhar; se há garantia de devolução de dinheiro em caso de descontentamento; e se as faixas serão entregues “secas” ou com efeitos.
Se você é engenheiro de mixagem, é bom deixar claro quantas faixas está preparado para mixar por aquele preço, como você quer que os arquivos sejam preparados e enviados para você, e que tipos de arquivos digitais são melhores para trabalhar. Engenheiros de masterização precisam especificar coisas como formatos aceitáveis de arquivos, número máximo de músicas com que podem trabalhar e se precisam de qualidade stereo. Por fim, é bom estabelecer uma data para a entrega do trabalho completo.
3) Interpretar a visão
Os melhores comandantes de sessão são os que conseguem ver uma parte da visão do músico, ou a canção como um todo. Eles estão acostumados em transformar pedidos de artistas do tipo  “Eu quero que esse baixo fique um pouco mais MARROM…”  ou “precisa ter um som mais REDONDO…” Quando se vai trabalhar com novas pessoas, é sempre bom pedir uma playlist com músicas populares que se parecem com o som que o artista quer ter. Faça que ele seja objetivo quanto às coisas de que mais gosta na produção, nas apresentações e no tom da música. Reservar um tempo para entrar em sincronia com a visão do artista vai pavimentar uma estrada para que a relação seja a mais calma o possível. Ser um bom gerente de gravação é uma arte e ela passa por se importar com a visão do artista e com seu som, mais do que querer brilhar muito ou aparecer do seu jeito.
4)Faça marketing das suas forças
Se o grosso da sua experiência é com um tipo específico de som, então você vai querer ser tentador para artistas que tocam esse tipo de música. É muito mais fácil fazer isso quando você tem uma linguagem e referências em comum. Se você é bom num tipo de trabalho, tipo gravação analógica, isso atraíra alguns artistas em especial. Você vai querer contar sua história profissional por meio dos clientes que já teve, para que o possível cliente possa ouvir e uma discrição do que te faz um profissional único e como você pode ajudá-los a levar seus sons para um novo patamar. Por fim, não tenha medo de declinar um projeto caso não esteja confortável com ele. Recomendar um amigo ou colega para o trabalho será ótimo para construir relacionamentos, e só vai fortalecer sua reputação como artista ou como prestador de serviço.
5) Documentar a comunicação
Há sempre potencial para desacordos ou brigas durante projetos criativos. Por isso é bom documentar toda a comunicação. Mesmo que aspectos do projeto sejam discutidos por telefone, mande um e-mail cobrindo os principais pontos discutidos e peça que o cliente confirme estar de acordo, para que você não se encontre no futuro num angu de caroço. Se você seguir os passos acima, é improvável que você vá ter problemas, mas pode acontecer de um cliente mudar o escopo de um projeto de repente. E se você tiver toda a trilha documentada, pode evitar a confusão de o que é aquele trabalho.
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Biografia do colaboradorDavid Blacker é músico, produtor multimídia e co-fundador do AirGigs e da Blacker Music Productions. Ele fez produção e composição para empresas como Dewars, Virgin Media, Fuse Network, Rounder Records, Starbucks, Carroll Music NYC, Truefire, QVC e outras mais. Ele é apaixonado por música americana de raiz, produção musical e novas oportunidades para artistas e músicos.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Dissecando canções por seu estilo musical

Blues
É claro, é claro, é claro  — as melhores canções geralmente desafiam seu gênero.
Mas é engraçado as vezes dar uma olhada nas composições como se elas fossem um agrupado de clichês.
O John Atkinson fez exatamente isso com o seu “Anatomy of Songs” (Anatomia das Canções), desenhado aqui embaixo.
Eu acho que ele acertou no alvo para o “Indie” entre os anos 2009-2014. Mas, opa, ele deixou de for a o hard bop, a polca, o neo-soul,e uns 600 outros estilos!
anatomy-of-songs
Qual seria a sua análise sintática engraçada da sua canção predileta do estilo que mais curte? Conte para a gente na seção de comentários, aqui embaixo.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Cinco dicas de canto para sua voz soar melhor





1. O “conserto instantâneo”
Esse é um truque rápido que vai fazer sua voz soar melhor imediatamente, então eu o chamo de “conserto instantâneo”. Diga  A-E-I-O-U (e olhe o movimento da sua mandíbula no espelho). Sua mandíbula fechou em alguma das vogais?
É provável que tenha fechado nas letras “E” e “U” –e mais provavelmente nas outras também, se não em todas elas.
Pegue seu dedo indicador e médio e abaixe sua mandíbula uns quatro centímetros– ou, melhor ainda, use a tampa de plástico de uma garrafa de refrigerante ou uma rolha para deixar a boca aberta. Agora fale todas as vogais de novo. E repita mais uma vez (estamos tentando mudar a memória do seu músculo, então quanto mais vezes fizer, melhor).
Agora cante as vogais em um tom. A-E-I-O-U. Sua meta é deixa a mandíbula aberta (com a boca alta, e não ampla) sem fechá-la para todas as vogais. Repita quantas vezes puder. Agra cante a frase de uma das suas músicas – e certifique-se que sua boca se abre na mesma dimensão em todas as vogais. Você tem que treinar isso bastante antes de ficar natural – mas, quanto mais fizer isso, mais rápido fará parte da sua memória muscular.
Você pode ser um dos sortudos que nota a melhora do som já na hora (ficará mais alto e mais potente, com menos reverberação). Se você ainda não sentiu, vai sentir.  Só é preciso um pouco de treino. Você pode estar tensionando sem querer seu pescoço, sua mandíbula ou os músculos da sua garganta – tente relaxá-los e repita de novo.  Da próxima vez que for se apresentar, abra mais sua boca nas vogais, essa é uma das minhas dicas que fazem sua voz melhorar na hora!
2. “Pese” nas notas altas
Quando você for cantar em escala, pense em como um elevador funciona: um peso bem pesado é ligado a uma polia e, quando  esse peso desce, o elevador sobe para os andares superiores. Então o andar mais alto é alcançado quando o peso está no chão. De maneira análoga, você deve usar mais peso (força) nas notas mais altas.
3. Mais poder sem distorção
Quem não quer mais potência sem distorção? Esta é uma daquelas dicas de canto que é fácil de fazer– mais fácil do que as acima.
Tudo o que você precisa fazer é deixar seu queixo levemente abaixado e seus músculos peitorais levemente flexionados (às vezes muito flexionados) quando quer cantar com mais potência. A maioria dos cantores pendem para a frente ou levantam o queixo na hora de dar aquela nota poderosa. Enquanto essa técnica pode funcionar por um tempinho, ela causa problemas vocais. Inclinar seu queixo para baixo não só te faz cantar mais forte e economizar sua voz,  mas também SOA melhor!
Fique na frente do bom e velho espelho. Cante uma escala de “A” , de cima a baixo em uma frase (1-2-3-4-3-2-1). Coloque seu queixo um pouquinho para dentro (mire ele para o chão), É coisa de dois centímetros ou três. Não deixe sua cabeça ir para cima quando for fazendo notas mais altas – mantenha a cabeça firme no lugar. Vá até o ponto mais alto da escala com a sua voz,  mantendo a posição. Note como o queixo quer ir para cima quando você vai para notas mais altas. Mantenha ele plantado. Isso vai te dar mais potência e volume, além de diminuir a distorção. Treine até que vire uma coisa natural!
4. Vibrato
Uma diquinha para seu vibrato funcionar. Fique em frente ao espelho, aperte o peitoral com as duas mãos,  e levante o peitoral para uma posição mais alta do que o normal. Inspire fundo e solte a respiração, mas sem deixar o peito cair. Cante uma nota e mantenha o peito alto pelo máximo de tempo que conseguir. Comece a apertar o peitoral no meio da nota (pressione com força e faça força com o peito contra sua mão). Relaxe a parte de trás do pescoço e mantenha a boca bem aberta quando cantar “ahhh.” Imagine o ar rodopiando na sua boca enquanto mantém o queixo ligeiramente para baixo e o peito para cima.  Lembre-se que usar muito vibrato não é muito bom para canções contemporâneas (pop, rock e R&B). Ao mesmo tempo, não ter nenhum vibrato é ruim. Então, tente acabar as frases com um tom sem vibração, e coloque só um pouco de vibrato. A moral da história é: faça o que funcionar para você.
5. HearFones®
Um bom tom vocal não é conseguido só cantando alto,  é conseguido cantando em volume médio. Um tom bom aparece quando as cordas vocais estão bem fechadas, mas não se encostam.
Liberar muito ar cria um tom “suspirante” e liberar pouco ar dá um som anasalado. A não ser que você queira suspirante ou anasalado como sons de estilo, é melhor se equilibrar entre esses dois tons. HearFones®, um aparelho que faz você ouvir sua voz com mais precisão, te permite se escutar com precisão e achar o lugar entre esses tons.