quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Como criar e contar a “história” da sua banda

Num mercado superlotado em que literalmente milhões de outras pessoas estão criando músicas, competindo por shows e pedindo pelo apoio dos fãs, uma boa história — e quão bem ela é contada — pode significar a diferença entre o anonimato e o estrelato. Uma boa história também é essencial para se aproximar da imprensa;  facilita que os jornalistas escrevam sobre você e sobre sua música. Se você apresentar algo que já se pareça com uma boa matéria, ou pelo menos tenha um bom gancho que vá chamar leitores, você praticamente fez o trabalho deles.
Mas qual É sua história?
Para comunicar sua história com eficiência, você primeiro precisa saber qual é sua história. É sua biografia? Seus méritos musicais? Suas batalhas e seus triunfos? Uma descrição do seu som e do seu estilo?
Pode ser todas essas coisas, e mais. Mas, o mais importante…
1. Sua história tem de ser focada
Sua história não revelará toda a beleza e complexidade que você tem como pessoa e como artista. Isso levaria tempo demais. Em vez disso, pense nas três coisas que você quer mais passar sobre sua vida e sua música. Talvez você já tenha os elementos para fazer uma boa matéria de banda só com esses itens.
2. Sua história tem de ser autêntica
Não finja ser algo que você não é, a não ser que esse personagem ou fraude seja essencial para sua música. Seu público (e a imprensa) vai ver além do disfarce.
3. Sua história tem de ser única
O que te diferencia de outras bandas? Que aspecto da sua vida fará os fãs se conectarem emocionalmente com você?  É ESTE detalhe que atraíra os fãs,  sobre o que os críticos de música vão escrever e o elemento em que deve se focar sua história.
Ainda está com problemas em encontrar sua história?
Pense nas seguintes coisas:
* suas inspirações musicais
* os pontos altos da sua carreira
* as origens de suas letras
* inovações técnicas do seu som
* revelações pessoais que façam sentido para sua música
* suas lutas pessoais e triunfos
* algo engraçado ou curioso sobre sua música
* dramas da banda, coisas que deram errado etc.
* temas que perpassem várias músicas
* histórias de terror que aconteceram nas turnês
* as coisas que mais te dão orgulho na vida
Algo memorável ou digno de nota? Esse é o começo da sua história aí mesmo!
Como você pensa a SUA história musical?
Como você chegou à decisão que seria sua história? Como você passa isso para a plateia?  Conte para mim na seção de comentários, aqui embaixo.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Dica do dia : Comprar instrumentos musicais em Orlando.


Uma dia muito importante para no caso se você for viajar para Orlando e se gosta de música , onde achar lojas legais de instrumentos!

Comprar instrumentos musicais em Orlando

Guitar Center:
Comprar instrumentos musicais em Orlando

A Guitar Center é a maior rede de lojas de instrumentos musicais em todo o mundo, com 250 lojas nos Estados Unidos.
Sua sede é em Westlake Village, Califórnia.
A Guitar Center inaugurou sua loja em Orlando no ano de 2005, lá você pode encontrar diversos instrumentos musicais tais como teclado, amplificadores, violões, baixos, baterias e claro guitarras.
Alem de tudo isso, é possivel comprar também equipamento de áudio profissional, de iluminação entre muitos outros.
O bacana da Guitar Center é que ela é totalmente voltada para o mundo da musica, os fãs do segmento vão se derreter, a vontade é de levar tudo .


Endereço:
12402 Orange Blossom Trail, Ste. 1

Orlando, FL 32837

Outras lojas no segmento e endereços:
Georges Music - 
6817 Visitors Circle
Orlando, FL 32819

Sam Ash Music Store -
4644 E. Colonial Drive
Orlando, FL 32803

912 Lee Road
Orlando, FL 32810

sábado, 6 de setembro de 2014

Dicas de alongamento para músicos.

- Quais as principais indicações dadas aos músicos?Existem diversas séries de alongamentos específicos a cada grupo muscular, e que se aplicariam melhor a cada músico.  Um violonista, que pratica o tempo todo sentado, exige muito mais de sua musculatura lombar do que um violinista, que pode alternar entre estudar sentado e de pé.
Porém, o objetivo deste post não é ser específico nem substituir uma orientação especializada, mas sim abordar genericamente o assunto. Então, vamos às duas recomendações genéricas mais comentadas:
  • alongar antes do estudo: essa recomendação parte do princípio de que, antes de tocar, estamos com os músculos “despreparados” para a prática, e que o alongamento serviria para essa preparação. (lembre-se de que não domino os termos técnicos)
    Alguns colegas adeptos dessa rotina descrevem a sensação de tocar sem alongamento como tendo as mãos “amarradas”, e que o alongamento “solta” os músculos.
    Particularmente, acho algo agressivo ao corpo realizar alongamentos ANTES da prática. De qualquer forma, se você pratica isso, NUNCA SE ESQUEÇA DE AQUECER o grupo muscular ANTES de alongar.
    Partir do repouso e ir direto ao alongamento é uma das melhores técnicas para se obter uma LESÃO, especialmente no frio.
    Para se aquecer você pode fazer até mesmo uma leve caminhada de uns 5 minutos, para que o sangue circule em maior abundância pelo seu corpo (inclusive músculos), e aí então você estará preparado para se alongar.
    O fato de alguns recomendarem o alongamento ANTES da prática, não quer dizer que eles não recomendem alongamentos APÓS a prática. As variações de recomendações, como já disse, são inúmeras.
  • alongar depois do estudo: é a rotina que aderi! Nunca me alongo antes de tocar. O que faço agora é iniciar com exercícios simples, ou até mesmo uma pequena improvisação no instrumento, visando “soltar” os músculos enquanto me aqueço naturalmente. Nunca realizo passagens com aberturas grandes para os dedos ou de explosões bruscas de velocidade. Tudo muito gradual, durante uns 5 minutos.
    Depois desse pequeno aquecimento, me sinto confortável e aquecido o suficiente para realizar as passagens mais exigentes tecnicamente.
    Por fim, após uma sessão de estudos (a divisão de estudos em pequenas sessões é crucial para sua saúde! Abordarei o tema em outro post), aí sim eu realizo um leve alongamento, com o intuito de relaxar a musculatura usada na prática de estudo. Faço tudo muito lentamente e sem esforço, pois a intenção agora é “desaquecer” o corpo.
Essas duas práticas, apesar de antagônicas, possuem suas recomendações em comum:
  • nunca inicie seus estudos com as passagens mais complexas mecanicamente
  • nunca estude por longos períodos sem pausa
  • nunca pratique trechos que exijam a mesma musculatura por longos períodos (trechos com ligados, ou com aberturas, trechos com escalas, com saltos, etc.). Sempre varie, dentro de cada sessão de estudo, trechos com exigências mecânicas diferentes, para não se desgastar.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

MÚSICA- A música é uma arte que acontece em tempo real!


Houve uma época que para se ouvir música precisava-se de músicos para executá-la e, assim, não havendo outra forma de se apreciar essa arte se não ao vivo. Mesmo vivendo na era da tecnologia, acredito que a maioria das pessoas ainda prefiram a performance ao vivo – pois é mais interessante do que um CD ou DVD. Por isso afirmo que ainda hoje a música é uma arte que acontece em tempo real.
Partindo desse princípio, concluímos que o músico deve estar sempre em sua melhor forma, pois o público espera uma apresentação impecável da música ali apresentada (ainda mais hoje, que o público tem a referencia de uma gravação em estúdio, onde está tudo perfeitinho). Ou seja, eles esperam que seja igual ou tão bom quanto está na gravação. E falando em gravação, ainda temos o músico de estúdio, que precisa saber gravar rápido e com perfeição.
Sendo assim, para que possamos ter um lugar ao sol, temos que ser bons, muito bons. No Brasil, principalmente, exigi-se que o músico – e principalmente o baterista – toque diversos estilos e ritmos musicais razoavelmente bem.  Isso se deve a vasta diversidade musical e cultural do país; dominar vários estilos é quase que critério obrigatório para ser um músico competitivo. Critério esse que não agrada muita gente porque, convenhamos, é um saco tocar um estilo que você não gosta, não é mesmo?
Apesar de ter estudado diversos estilos em minha formação musical, eu optei por ir contra o bom senso, ignorando essa exigência do mercado, especializando apenas naquilo que eu gosto e apostando todas as fichas naquilo que realmente amo e acredito. Essa postura – é um ponto de vista pessoal – chamo de honestidade musical - que é critério indispensável para o verdadeiro sucesso do músico, ao meu ver.

DISCIPLINA: CRITÉRIO INDISPENSÁVEL PARA O SUCESSO
Ter a disciplina necessária para se estudar horas e mais horas a fio não é nada fácil e nem que se consiga fazer da noite para o dia. Leva-se anos para adquiri o hábito do estudo.
O primeiro passo para começar a trilhar um futuro promissor na música é traçar um bom plano de estudos: procure uma instituição de ensino competente ou um bom professor particular. É indispensável ter uma boa orientação profissional.
O meu intuito não é necessariamente ensiná-los a estudar, mas sim, relatar como foi e como é minha rotina de estudos, dessa forma espero poder ajudá-los a entender os desafios e adquirir a disciplina necessária para se dominar o instrumento.

Neil Peart: velocidade, técnica e criatividade única são sua marca.


PREPARANDO-SE PARA OS ESTUDOS
Pensar antecipadamente nos estudos e começar a se preparar psicologicamente antes de sentar para tocar é um bom exercício para a concentração. Desligue a TV, saia da internet, sente-se em um lugar tranqüilo, procure se acalmar e então comece a traçar o roteiro de estudos do dia. Seja otimista e diga a si mesmo que esse dia vai ser produtivo e que você vai ser melhor do que ontem. Feito isso, vá para o instrumento e comece a por em pratica os planos do dia. Eu garanto que seu dia será mais produtivo ao seguir essa rotina de concentração, mesmo que você estude apenas trinta minutos.

QUANTAS HORAS DEVO ESTUDAR POR DIA?
Não existe uma resposta exata para isso, varia muito de pessoa para pessoa. Mas uma coisa é fato: quanto mais você conseguir estudar com qualidade (não adianta ficar amassando barro na batera), mais rápido será sua evolução. Ai que entra minha dica para aqueles que têm dificuldades para estudar: o segredo é dividir em tópicos. Vou descrever minha rotina para vocês entenderem como funciona este segredo.

ROTEIRO DE ESTUDOS DIÁRIOS PARA BATERIA – EM TRÊS PARTES

Parte 1: Instrumento
40 min – técnicas de mãos (rudimentos, resistência etc.)
40 min – grooves + viradas, estudo de independência de membros etc.
40 min – leitura para caixa, solos marciais.
Intervalos de 10min de um para o outro. Estudar usando sempre um cronômetro para dividir o tempo em partes exatas.
Só aqui tem duas horas de estudos. Conseguindo abordar os principais temas da bateria e de forma pouco maçante. Não é difícil, basta querer. Duas horas por dia de estudos bem focados já trás resultados bastante satisfatórios. Como eu disse antes, o importante é a qualidade do estudo, e não a hora estuda em si.

Parte 2: Repertório
É muito importante estudar repertório diariamente. Quando eu estou com tempo curto para estudar, tento no mínimo tocar um pouco em cima de um play along.
O estudo de repertório pode ser feito de diversas formas.
A primeira e mais comum é estudar repertórios que tenha bateristas ícones do estilo musical que você estuda, começando por ordem cronológica (das bandas mais antigas para as mais modernas). Isso o ajudará entender o processo evolutivo do estilo e do instrumento. Transcrever grooves, viradas, solos e acompanhar junto a gravação original, o ajudarão a entender e absorver as linguagens ali estudas.
A segunda opção é o play along. Geralmente eles vêm em métodos de ensino ou você pode encontrar aos quilos na internet. Eu geralmente uso desse recurso para estudar assuntos que eu não tenho a possibilidade de aplicar em músicas da minha banda.
A terceira e mais importante é a performance em grupo. Aqui é o melhor lugar para por em prática tudo que você estudou. Se você estudar em uma instituição de ensino que tenha práticas de banda, será muito bem vindo. Caso não tenha essa possibilidade, o ideal é você montar uma banda com intuito primeiramente de estudar, depois que vocês estiverem afiados, o palco será uma conseqüência.
Essas são as três principais formas de se estudar repertório, sendo que a primeira e a terceira são indispensáveis e devem ser levadas juntas.

Parte 3: Apreciação musical
Eu sempre digo que 70% do estudo da música é ouvir MUITA música. Muitas pessoas hoje em dia têm centenas de músicas em seu MP3 player, mas pouco se conhece destas músicas.
O músico tem o dever de ser mais criterioso ao ouvir música, tirar um momento do dia para ouvir e procurar se informar sobre tudo o que acontece ali. É mais do que uma obrigação. É o mínimo esperado. Se você não gosta ou não tem paciência para isso, sinto te dizer que você está no lugar errado, cara!
Para se criar música, você precisa ter referências de outras bandas, sendo assim, você deve conhecer bem os artistas que você ouve.
Um bom exercício de apreciação musical é você ouvir um disco inteiro prestando atenção em um único instrumento (de preferência que não seja o seu), tentando entender o que ele faz. Faça isso com todos os instrumentos daquele disco. Depois e uma semana escutando o mesmo álbum, você vai notar que sua percepção melhorou muito. E, claro, use um bom fone de ouvido se possível.
Seguindo esse roteiro, vocês poderão notar, que pelo menos quatro horas do seu dia já estão ocupados com música. Garanto a vocês que seguindo esse roteiro, vocês iram colher frutos suculentos da música.
Eu espero que essas dicas possam ajudá-los em seus objetivos, e que logo eu possa ter mais colegas de profissão dividindo os palcos desse mundão!

Por: 

Marques Galles